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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Pandemic: Reino de Cthulhu

Foi uma busca incansável. Por dias, pesquisamos sobre os desaparecimentos bizarros. Os policiais não estavam muito felizes com nossa “intromissão”. Várias vezes fugíamos da polícia como meros criminosos, mas era necessário. Eles não sabiam no que estavam se metendo. Finalmente encontramos o grupo. Todos estavam no chão, em posições sem sentido aparente, alguns membros em ângulos impossíveis. Todos mortos. O local estava impecável – estéril - só havia uma frase escrita com sengue na parede: Ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh wgah'nagl fhtagn. Sabíamos que não havia mais tempo: Pandemic: Reino de Cthulhu Tá na mesa!



Pandemic: Reino de Cthulhu é um jogo lançado em 2016, lançado por Matt Leacock e Chuck Yager. De dois a quatro jogadores. Com duração média de 40 min, os jogadores são investigadores em uma corrida desesperada para impedir de cultistas despertem os Horrores Cósmicos.

- Mais um jogo de Cthulhu? Poxa, se não é Cthulhu é zumbi é pirata é música é Marte... Não aguento mais! Muda o disco!



Nossa, Mona! Que chilique foi esse? Tá, até concordo em parte que certos assuntos estão saturados, mas se o jogo é bom não tem problema nenhum. E Pandemic: Reino de Cthulhu é um desses casos. O jogo usa a vitoriosa fórmula de Pandemic, mas em vez de doenças mortais espalhadas pelo mundo, temos cultistas e criaturas insanas espalhadas em cidades da Nova Inglaterra (Nota do Sr. Slovic: Local onde acontecem algumas das mais famosas histórias de Lovecraft), tentado invocar sues Mestres para destruir o mundo.

Assim como em Pandemic, cada turno tem duas fases: a fase do Jogador, onde o personagem tem quatro ações, entre elas movimentar, caças cultistas e fechar portais. Depois a fase do Mythos, onde novos cultistas surgem no tabuleiro. Diferente do original, se um quarto cultista entrar no mesmo espaço, não há um surto, mas sim eles conseguem despertar um dos Grandes Antigos (Nota da Sra. Slovic. Great One, no original). Seis cartas de Antigos são sorteadas no inicio da partida e junto com a carta de Cthulhu (que sempre é a última), são colocadas viradas para baixo no tabuleiro. Sempre que ocorre uma Invocação, uma das cartas é revelada, alterando as regras do jogo (Dica do Sr. Slovic: Sempre para pior, muito pior). Quando a ultima entra em jogo, os jogadores perdem.



Além dos cultistas, há também os Shoggoth. São difíceis derrotar e que sempre se movimentam na direção de um portal aberto. Se conseguirem chegar até o local, saem do jogo, mas despertam um dos Antigos. Há quatro portais, um em cada cidade. O objetivo do jogo é fechar todos o mais rápido possível. Para isso são necessário quatro cartas da cor da cidade (Nota da Sra. Slovic: Muito parecido com a cura em Pandemic).

- Não gosto disso. Por que mudaram o jogo que tanto gosto?

Se não gosta, não joga. Chega de frescura, o jogo original ainda existe. Assim como suas tantas variações...  Em Reino de Cthulhu, os personagens não são médicos, mas arquétipos das histórias dos Mythos. Temos o detetive, a vidente, o mágico... Todos com habilidades únicas e úteis. Diferente de Pandemic, os personagens podem ser feridos, se tornando Insanos. Se os Pontos de Sanidade de algum jogador zerar, ele deve usar o verso de sua Ficha de Personagem e as forças de suas habilidades diminuem. Essa foi uma mudança bem vinda. Outro fato novo são os artefatos, que são item de grande poder que podem auxiliar muito a árdua tarefa de deter os Horrores.



No geral Pandemic: Reino de Cthulhu conseguiu reunir dois clássicos em um jogo muito bom. Temos as regras básicas de Pandemic com a grande mitologia de Lovecraft, ideal para inserir seus amigos que só jogam Mansion of Madness e Cthulhu's Vault no universo de Pandemic. O jogo é rápido e desafiador. Agora, corra, pois “Em sua casa em R'lyeh, Cthulhu morto aguarda sonhando”.


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