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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Oracle of Delphi

Um dia vi um filme que falava de um cara que tinha que fazer doze trabalhos... Fichinha. Queria que ele tivesse um dia meu, para ver o que é bom para tosse: passar, lavar, cuidar das crianças, fazer supermercado, varrer a casa, dar banho no cachorro... Tudo isso antes de ir para o trabalho, pegar as crianças na escola e estudar a noite. Coisa de amador. Agora, chega de enrolação, pois anda tenho mais uma coisa para fazer: Oracle of Delphi Tá na Mesa!



Oracle of Delphi é um jogo lançado em 2016 pelo mestre Stefan Feld. Para dois a quatro jogadores, com duração média de 100 min, em Oracle os jogadores devem competir em uma corrida para cumprir doze trabalhos o mais rápido possível.

- Doze trabalhos?!? Que tortura.



Verdade, esqueci que você é um daqueles que foge dos classificados como o diabo foge da cruz. Oracle of Delphi é baseado na lenda dos Doze trabalhos de Hércules. O tabuleiro é modular, o que deixa o jogo com uma rejogabilidade fantástica. Ele representa o mar Egeu (Nota do Sr. Slovic: O mar que banha a Grécia), com sua ilhas, onde estão monstros, estátuas, cidades, templos e mercadorias. Todo mapa é dividido em hexágonos, cada um de uma das seis cores do jogo. Cada cor representa um deuses. Os trabalhos estão divididos em quatro grupos: derrotar monstros, encontrar cidades, carregar estátuas e entregar mercadorias. Cada uma deve ser feita três vezes. As tarefas também estão divididas nas seis cores. Ante do inicio da escolhe-se as cores das tarefas que deverão ser realizadas.

Há sete ações possível no turno: navegar, pegar ou entregar estátua, derrotar o monstro, pegar ou entregar mercadoria, descobrir uma ilha. Cada jogador tem três dados, com as seis cores dos deuses, que permite fazer essas ações. Aqui está um aparte interessante do jogo: para, por exemplo, navegar até um espaço azul, o jogador deve usar um com a face azul; para derrotar um monstro verde, deve-se usar um dado com a face verde. As faces dos dados iram determinar basicamente o que se pode ou não fazer no jogo. É possível gastar Favores dos Deuses para alterar o resultado dos dados.



Para cada trabalho realizado, ganha-se um bônus. Todos são poderosos e alteram bem as regras do jogo. Vence o jogo quem terminar todas as tarefas e voltar para o ponto inicias do tabuleiro, onde está a figura de Zeus.

- Então é só uma simples corridinha com dados, tipo ludo.

Longe disso, minha cara Tapirus Terrestris. Assim como Formula D, o jogo não é uma mera corrida baseada somente na sorte. Para vencer é necessária muita estratégia (Nota da Sra. Slovic: E uma ponta de sorte maior que a esperada). Não só sua rolagem de dados altera o que você pode fazer. O resultado dos adversários, também afeta. Cada jogador tem uma trilha dos seis deuses. Sempre é possível escolher um resultado dos dados dos outro jogadores para subir um deus na trilha. Quando o marcador chega no topo, o jogador pode usar o poder daquele deus, que são bem poderosos. Há outra maneiras de andar na trilha, coimo descartar um de seus dados ou cumprir algumas tarefas.



Os jogadores tem um valor de Poder Militar, que serve para derrotar os monstros e para evitar os danos da viagem. Sempre que o ultimo jogador da rodada rolar sues dados, um dado preto extra também será usado. Todos os jogadores que tiverem Poder Militar menor que o resultado do dado recebe uma Carta de Dano que, como tudo no jogo, está dividido em seis cores. Um jogador que tenha três danos da mesma cor ou seis quaisquer perde a próxima rodada. Há várias maneiras de se livrar das Cartas de Dano, até mesmo se tornar imune a uma cor.

No início do partida, cada jogador sorteia um barco, que tem diferente capacidade de carga e uma habilidade especial. Como o mapa é modular, os elementos (estátuas, cidades, mercadorias, templos e monstros) estarão em locais diferentes a cada jogo. E como as cores dos Trabalhos também mudam, toda partida será diferente. Há outros fatores que tornam cada parida única, como as carta de Heróis (Nota da Sra. Slovic: Que ganha derrotando os monstros), as cartas de Dados extras e os Poderes Especiais.




No geral, Oracle of Delphi é um jogo bom e bem amarrado. Nem parece algo vindo do Feld, (Nota do Sr. Slovic: Conhecido pelos jogos de maquininha de pontos, como Castles of Burgundy, Bora Bora e Trajan) mas com sua inegável qualidade em criar jogos. O jogo é bem temático. A jogada dos dados é uma consulta do Oráculo (Nota da Sra. Slovic: E você se perguntando de onde vinha o nome do jogo, heim?) para saber os melhores caminhos a seguir (ou não). Lutar contra a Medusa ou Minotauro, sofrer com os capricho dos deuses (a sorte nos dados), navegar por todo o mar (normalmente a coisas então cada uma em um canto do mapa). Oracle é um jogo bem divertido e deve agradar muita gente (Nota da Sra. Slovic: Menos os azarados nos dados ou aqueles que tem uma aversão muito grande ao fator sorte). Agora, avante homens, pois Poseidon está sendo favorável a nós hoje.

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