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domingo, 9 de agosto de 2015

Puerto Rico

Buenos días, mis amigos! ¿Pueden ver los barcos en el horizonte? Son los nuevos colonos que nos ayudarán a prosperar nuestra hermosa tierra . ¿Huela de colheira y el progreso en el aire? Sí, porque Puerto Rico Tá na Mesa!



Lançado em 2002 pela Rio Grande Games (Nota da Sra. Slovic: com esse nome pode até parecer uma empresa norte-americana ou mesmo latino-americana, mas, pasmem, é alemã!) e em 2014 no Brasil pela Grow (com direito as expansões! Não acredito que disse isso mas, bola dentro Grow!), Puerto Rico sempre esteve no topo das listas do melhores jogos do mundo. Com certeza, é um clássico entre os jogos modernos.

- Nem vem! Sei que jogos clássicos são War, Detetive e Jogo da Vida. Nunca ouvi falar desse aí.  Vocês erraram feio, heim!

Calma lá, mistura de escorbuto com banzo! Puerto Rico é um dos mais antigos jogos modernos, um dos primeiros que fizeram sucesso pelo mundo todo. De três a cinco jogadores, suas regras são simples de aprender, mas que permitem estratégias complexas. Os jogadores são proprietários de grandes plantações na América colonial espanhola. Em suas terras é possível cultivar milho, café, cana, anis e tabaco. O objetivo do jogo é produzir essas mercadorias e exportar a Metrópole, ganhando Pontos de Vitória.

Em cada turno, os jogadores escolhem as ordens de fase da rodada. Cada ordem permite os jogadores a realizar uma ação especifica (criar plantações, contratar colonos, construir benfeitorias, produzir mercadorias, prospectar, vender e, o mais importante, exportar). Cada jogador pode escolher uma das ações ainda disponíveis no turno, já que não é possível repetir uma ordem na mesma rodada. E aqui está a grande estratégia do jogo: a hora exata de escolher a ação. As vezes pegar uma determinada carta de ação não lhe trás muitos benefícios imediatos, mas pode detonar completamente o jogo da pessoal ao lado.

Há um tabuleiro individual para cada participante, dividido duas partes: plantações e cidade. Nas plantações é onde se cultiva a matéria prima. Na cidade, constrói prédios os necessários para transformar a colheita em produtos e outras benfeitorias que ajudam o jogador, como armazéns para estocar sua produção ou uma hospedaria, que facilita a contratação de colonos, que por sua fez são necessários para tudo. Mesmo você tendo uma plantação de cana e a fábrica de açúcar, sem colonos nos dois locais, nada será produzido (Nota do Sr. Slovic: Qualquer pessoas com o mínimo conhecimento em história, sabe que os colonos não passam um pleonasmo de escravos. Sim, como já dissemos Puerto Rico simula o tempo da América espanhola colonial, e a História reporta bem o fato que quem realmente trabalhava nas plantations eram escravos).



- Então é um jogo racista?

Menos, aborto do politicamente incorreto. Dentro do contexto histórico o jogo está correto. (Nota do Casal Slovic: É é possível usar essa ideia em sala de aula para discutir sobre o escravidão na América colonial. Fica a dica!). Além do mais, os colonos fazem a vez dos trabalhadores em outros jogos (Puerto Rico usa uma mecânica parecida com alocação de trabalhadores.  Jogos como Lords of Waterdeep e Dominant Species, usam essa mecânica). Se Puerto Rico usa trabalho escravo, então Stone Age usa trabalho infantil. Isso é totalmente incoerente. (Veja em breve Stone Age e Dominant Species aqui no Tá na Mesa!)



Uma grande sacada do jogo é que ao escolher determinada ação, o jogador ganha uma vantagem sobre os demais. Todos irão realizar a ação, mas quem escolheu tem um benefício único: Ganhar um Ponto de Vitória a mais, receber um colono a mais, vender por uma moeda a mais. Sempre algo a mais. Quem escolhe primeiro na rodada fica com a carta do Governador (o que rende várias piadas, se houver algum fã de The Walking Dead na mesa).

Puerto Rico é um jogo obrigatório em qualquer coleção de jogos modernos que se preze (Principalmente se você der sorte e conseguir a versão do 10º Aniversário). Na verdade, muitos podem nem te considerar se você disser quem nunca jogou (Nota do Sr. Slovic: Pega mau. Corrija esse erro o mais rápido possível. Você vai nos agradecer depois). Outra grande sacada do jogo é o Downtime quase inexistente (Nota da Sra. Slovic: Explicando para os leigos, Downtime é o tempo ocioso no jogo, quando você espera os outros jogarem até chegar a sua vez).

No geral, não temos palavras para descrever o jogo. Ele está no Top 5 do Sr. Slovic e é o Top 2 da Sra Slovic. Vamos repetir: se você nunca jogou, não perca tempo. Jogue! Muitos reclamam dos componentes simples, mas essa simplicidade (de regras e componentes) é um dos grandes atrativos do jogo, que é excelente. Estratégia pura, com efeito da sorte quase inexistente. 

Um comentário:

  1. Excelente jogo e muito divertido, com as expansões, cria novas estratégias

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