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domingo, 27 de março de 2016

Bang!

Cuidado, forasteiros. Não gostamos de desconhecidos em nossa pacata cidade. Qualquer um pode esconder sua real identidade. Não seria você um procurado fora da lei ou, pior, um bastardo renegado que só vive para ficar no lugar de nosso amado xerife? Vou ficar de olho em você, mas venha ao meu salon. Temos salsa parrilha para matar sua sede e Bang! Tá na Mesa!.





Bang! é um jogo de cartas, de quatro a sete jogadores, com duração média de trinta minutos, criado em 2002 por Emiliano Sciarra e lançado em 2014 no Brasil pela Grow. Ambientado no velho oeste americano, onde o xerife era o representante máximo da lei e onde bandoleiros procuravam por lucro rápido, onde a vida pouco valia e tudo era resolvido em um duelo ao por do Sol. Há três tipos de cartas no jogo: eventos, profissões e personagens. Os últimos dois são sorteados no início da partida e as outros ficam em um monte no meio da mesa, onde a cada rodada sacam-se algumas.

- Então posso ser um cowboy?

Não, mas pode ser o parasita do filho da cow, estrupício! Em Bang! há quatro profissões: Xerife, Ajudante do Xerife, Fora da Lei e Renegado, sendo que em uma partida com quatro jogadores não há nenhum Ajudante. Cada papel tem um objetivo diferente: O Xerife deve manter a ordem, eliminando todos os bandidos; os Fora da Lei querem matar o Xerife; o Renegado deve eliminar todos os jogadores, exceto o Xerife, para poder duelar sozinho com ele e ganhar.

- E o ajudante?

Ajudante deve ajudar o Xerife (dãããã!!!), se o Xerife ganha ele também ganha, mesmo se já estiver morto (Parabéns, Sandro! Você ganhou também!).





Somente o Xerife revela sua carta, todos os outros jogam em segredo. Já as cartas de personagem dão ao jogador uma habilidade extra, como ter uma mira mais apurada ou ser mais difícil de atingir com um tiro. São vários personagens, com nomes famosos dos filmes de faroeste. E os eventos são itens, armas, situações (como ataque dos Índios), lugares (cadeia e mercearia) e objetos comuns em cidades do velho oeste. Em seu turno, o jogador pode jogar quantas cartas ele puder, sendo que as com borda marrons são resolvidas na hora  e as azuis são itens que ficam com ele até o fim do jogo. Todos já começam com uma pistola (Lógico, são todos personagem de faroeste!) e não se pode ter mais de uma arma (a antiga deve ser descartada).

Uma particularidade do jogo é o alcance da arma. A de início tem um de alcance, o que significa que você só pode atirar em jogadores que estiverem do seu lado (na frente, não). Para acertar os outros personagens, é necessário armas com alcance maior ou itens que melhorem sua mira. (Nota da Sra. Slovic: o contrário, itens que aumentam sua distância em relação aos outros, também existem. Na primeira vez que jogamos consegui um combo que me deixava a três espaços de quem estava do meu lado. Ninguém me acertava).

Cada jogador começa com pontos de vida determinados pela carta de Personagem (o Xerife tem um ponto a mais). Cada tiro que você leva, reduz seu PV em um e, chegando a zero, você está fora de jogo. Sim, há itens que recuperam sua vitalidade. E sobre o tiro, que é representada por uma carta chamada Bang!, só é possível usar um por rodada (Nota do Sr. Slovic: Sim, há itens e, principalmente personagens, que permitem mais de um Bang! por turno. Ai sim a coisa fica interessante). Há também outras cartas de eventos que causam dano, como Índios! e a tão amada e infame dinamite...

No geral, Bang! é um excelente party game. Divertido e dinâmico. Não é porque não está na sua vez que você não jogo. A qualquer momento qualquer um pode te dar um tiro (ou mais). Um grande ponto negativo do jogo é o fator de eliminação (tão presente nos jogos antigos como War). Pode ser uma longa espera sem muito o que fazer até a partida terminar, mas que não estraga o jogo. Há muitas e muitas versões e expansões do jogo. (Nota do Sra Slovic: até mesmo uma ambientada em The Walking Dead). A Grow já lançou duas versões em terras Tupiniquins: uma pocket, igual a um Super Trunfo, bem barata e acessível e a versão padrão em caixa, um pouco mais cara, mas com maior qualidade.

- E para que vou querer o mesmo jogo duas vezes?

Meu caro Tonto, ninguém precisa disso, mas é uma boa estratégia da Grow, que permite que você leve a versão mais barata em um churrasco com seus amigos não gamers ou com os sobrinhos, sem o medo de encontrar manchas de gordura, rasgos e outras coisas inomináveis em seu belo jogo. Além disso quem sabe um dia não seremos agraciados com a versão Bullet, quem vem com todos as expansões em uma belíssima lata em formato de bala (bala de resolver, não o doce, seu gordinho sacripantas!). Além de várias expansões, foi lançada uma versão Dice. Quem sabe a Grow também não a traga?

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